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Mãe de C. S. Lewis • Flora Augusta Hamilton Lewis

Mãe de C. S. Lewis • Flora Augusta Hamilton Lewis

Clive Staples Lewis nasceu em 1898, em Belfast, na Irlanda, o segundo filho de Albert J. Lewis e Flora Augusta Hamilton Lewis. Junto com o irmão, Warren, “Jack”, como C. S. Lewis era chamado, teve uma infância pacata, ficando a maior parte do tempo no interior de sua casa, lendo, desenhando e brincando. Quando Lewis tinha nove anos, a mãe adoeceu com câncer e após um terrível período de sofrimento, Flora morreu. Segundo Lewis, seu pai jamais se recuperou daquela perda. Mas o pai não foi o único a sentir profundamente a morte de Flora; em sua autobiografia, Surpreendido pela Alegria, Lewis escreveu “com a morte de minha mãe toda a felicidade, toda a tranquilidade e confiança desapareceram de minha vida. Haveria muita diversão, muitos prazeres, muitas alegrias, mas não mais a antiga segurança”. Naqueles curtos nove anos a mãe causara uma forte influência sobre o filho por meio de sua personalidade alegre e serena e sua confiança em Deus. Desde menino, Lewis demonstrava talento para a literatura.

Jovenzinho, ainda, fez do sótão da casa onde a família morava seu escritório: ali, munido de caneta, tinteiro, cadernos e material de desenho, escreveu e ilustrou suas primeiras histórias. A literatura tornou-se para ele um refúgio onde podia desligar-se da realidade e viajar por outros mundos, dando asas à sua fértil imaginação e criatividade. Após o falecimento de sua mãe, Lewis e o irmão foram mandados para escolas em regime de internato. Essa época da vida marcou Lewis e, de certa forma, acentuou sua introspecção e melancolia. Em 1917, foi admitido na Universidade de Oxford, porém, seus estudos foram interrompidos ao ser convocado para lutar na Primeira Guerra Mundial. Nesse período da vida, Lewis começou a rejeitar o cristianismo em que fora educado na infância, vindo a declarar-se ateu anos mais tarde. Em 1918, retornou a Oxford. Ali desenvolveu uma carreira acadêmica brilhante e conheceu vários escritores famosos como T.S. Elliot, Tolkien e outros que o ajudaram a retornar à fé cristã.

Após três anos de busca espiritual, Lewis passou por uma experiência mística que o levou a reconhecer a existência de Deus, porém, como ele mesmo escreveu, era “talvez (…) o mais relutante convertido de toda a Inglaterra”. Meses mais tarde, passou a confessar sua fé em Deus e Jesus Cristo e no final de 1931, uniu-se à Igreja Anglicana, onde permaneceu até o fim de sua vida. Lewis tornou-se conhecido por uma inteligência privilegiada, e por um estilo espirituoso e imaginativo. Dentre suas obras de ficção está a série amada pelo público infantil As crônicas de Nárnia. Mas foi como apologista cristão que C.S. Lewis mais se destacou, especialmente após a publicação de O problema do sofrimento, em 1940, um de seus maiores clássicos teológico-apologéticos. Durante a Segunda Guerra Mundial, Lewis tornou-se popular por suas palestras transmitidas pelo rádio, passando a ser chamado de “apóstolo dos céticos”. Embora Lewis tivesse passado pela solidão, desespero e decadência, ao afastar-se de Deus, ele retornou à fé aprendida com sua mãe e encontrou a verdadeira alegria em Cristo; ao descobri-la, tornou-se um dos mais convincentes porta-vozes dessa mensagem ao mundo. “Porque o nosso evangelho não chegou a vocês somente em palavra, mas também em poder, no Espírito Santo e em plena convicção.” (1Ts 1.5)

Texto extraído de um artigo da Bíblia de Estudo da Mulher Virtuosa.

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